Mostrando postagens com marcador pensamentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pensamentos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de março de 2013

Dedicado as Mulheres....

Jamais permita…

Jamais permita que algum homem a escravize: você nasceu livre para amar, e não para ser escrava.
Jamais permita que o seu coração sofra em nome do amor. Amar é um ato de felicidade, por que sofrer?
Jamais permita que seus olhos derramem lágrimas por alguém que nunca fará você sorrir!
Jamais permita que o uso de seu próprio corpo seja cerceado.
Saiba que o corpo é a moradia do espírito, por que mantê-lo aprisionado?

Jamais se permita ficar horas esperando por alguém que nunca virá, mesmo tendo prometido!
Jamais permita que o seu nome seja pronunciado em vão por um homem cujo nome você sequer sabe!
Jamais permita que o seu tempo seja desperdiçado com alguém que nunca terá tempo para você!
Jamais permita ouvir grito em seus ouvidos. O amor é o único que pode falar mais alto!
Jamais permita que paixões desenfreadas transportem você de um mundo real para outro que nunca existiu!
Jamais permita que os outros sonhos se misturem aos seus, fazendo-os virar um grande pesadelo!
Jamais acredite que alguém possa voltar quando nunca esteve presente!
Jamais permita que seu útero gere um filho que nunca terá um pai!
Jamais permita viver na dependência de um homem como se você tivesse nascido inválida!
Jamais se ponha linda e maravilhosa a fim de esperar por um homem que não tenha olhos para admirá-la!
Jamais permita que seus pés caminhem em direção a um homem que só vive fugindo de você!
Jamais permita que a dor, a tristeza, a solidão, o ódio, o ressentimento, o ciúme, o remorso e tudo aquilo que possa tirar o brilho dos seus olhos a dominem, fazendo arrefecer a força que existe dentro de você!
E, sobretudo, jamais permita que você mesma perca a dignidade de ser MULHER!!!
 
Dedicado a todas as mulheres...
 

Nota: Acredita-se que este texto seja o "Código de Honra da Mulher Celta" , porém não se pode afirmar com exatidão tal informação, já que não foi deixado por escrito.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Hino Nacional

Um belo hino, porém de difícil compreensão.

A começar dos versos de abertura: "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas/ de um povo heroico o brado retumbante".
Muita gente pensa que quem ouviu o brado retumbante foi o povo brasileiro.
Mas não. O sujeito de "ouvir", ou seja, o termo que ouviu o brado, é "as margens plácidas".
Os versos não estão na ordem direta, por isso o sujeito não é prontamente identificado.
Mas, na ordem direta, fica mais fácil saber quem ouviu: "As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico".
Antes que você diga que não faz sentido as margens do Ipiranga ouvirem, pois elas não têm ouvidos, é bom entender que o Hino Nacional é uma expressão artística, poética, por isso usa e abusa da linguagem conotativa, que é metafórica, figurativa.
O autor da letra do hino, Joaquim Osório Duque Estrada, quis com esses versos dizer que o grito de independência dado por dom Pedro I ecoou às margens do Ipiranga.
Mas, em vez de uma linguagem objetiva, empregou uma simbólica, própria da poesia.
Um verso interessante, em termos de análise, é "E o sol da liberdade em raios fúlgidos brilhou no céu da Pátria nesse instante".
O adjetivo “fúlgido”, de uso raro, veio do latim “fulgidus”, o mesmo que fulgente, brilhante.
O verso informa, portanto, que a nossa Independência brilhou com intensidade.
E por que o autor usou "nesse instante" e não "neste instante"?
O demonstrativo "esse" indica passado. "Este", presente. Duque Estrada escreveu a letra em 1909, 87 anos depois da Independência.
Ou seja, estava relatando um fato passado.
Por isso acertou ao empregar "nesse instante".
Outro trecho interessante: "Se o penhor dessa igualdade conseguimos conquistar com braço forte, em teu seio, ó liberdade, desafia o nosso peito a própria morte".
A conjunção "se" não expressa nesse caso condição, que é o comum, e sim causa.
Equivale a “porque". Posto isso, a mensagem do verso é esta: "Porque conseguimos conquistar com braço forte o penhor (a garantia) da igualdade, nosso peito desafia a própria morte".

O que complica mesmo na interpretação do Hino Nacional é o grande número de inversões.
Um bom exemplo é este trecho: “Brasil, de amor eterno seja símbolo o lábaro que ostentas estrelado”.
Antes de tudo, “lábaro” é bandeira, e “ostentar”, no contexto, é exibir.
O símbolo de amor eterno a que se refere o verso é a nossa bandeira estrelada, como podemos ver na ordem direta: “(Que) a bandeira estrelada que o Brasil ostenta seja símbolo de amor eterno”.
Para finalizar esta minianálise do Hino Nacional,
mais um exemplo de inversão da ordem: “Mas, se ergues da justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge à luta, nem teme quem te adora a própria morte”.
Está claro que “um filho” não foge à luta.
Mas e as outras relações? Quem ergue o quê? Quem adora a própria morte?
Só a ordem direta para esclarecer: “Se o Brasil erguer a clava forte da justiça, verá que seus filhos não fogem à luta e que aqueles que o adoram não temem a morte”.
 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012